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Introdução do Artigo
"A “Oficina de Análise de Públicos e Mercados”, disciplina do quarto semestre do Curso de Produção em Comunicação e Cultura da Faculdade de Comunicação – UFBA, tem como objetivo o estudo de públicos e mercados culturais através de procedimentos de pesquisas e de sondagens de mercados. Há, inicialmente, a escolha do espaço que se pretende analisar e o estudo de textos que dão o embasamento teórico A partir daí, são elaborados questionários de pesquisa de público, para que sejam realizadas pesquisas
A turma do semestre 2008.2 desse curso se comprometeu a analisar o público dos museus. Para que essa análise pudesse ser feita, foram utilizados em sala textos mais amplos, que abordaram políticas públicas, o papel da cultura e públicos de outros espaços culturais. Destes, valem ressaltar os que mais contribuíram nessa pesquisa.
O texto “Políticas Culturais: entre o possível e o impossível”, de Albino Rubim, foi utilizado porque faz uma análise sócio-cultural sobre o papel das políticas culturais para que elas se transformem agentes de ordem para as estruturas culturais, levando em consideração as suas abrangências e os impactos que elas, se bem estabelecidas, podem levar a sociedade. Com base no artigo "Dimensões da Cultura e Políticas Públicas", de Isaura Botelho, discutimos a necessidade de se ter clareza na elaboração de uma política pública, pois a cultura institucional é uma e a do cotidiano é outra. Isaura coloca a falta de interesse governamental como responsável pela não-inserção das políticas culturais no cotidiano. Ela afirma que o governo faz da política de incentivos fiscais a única solução para o problema. Isaura aborda ainda as desigualdades no acesso a cultura tradicional e a democratização da cultura em geral.
O texto “Os equipamentos culturais na cidade de São Paulo: um desafio para a gestão pública”, também de Isaura Botelho, apresenta estudos dos equipamentos culturais da cidade de São Paulo mostrando como estes se distribuem e quais seus públicos. Apresenta também proposições que justifiquem a ausência de parte da sociedade. Isaura Botelho acredita que os equipamentos culturais não acompanham o crescimento da cidade, pois praticamente todos eles encontram-se na região central, deixando as regiões periféricas sem opções para lazer e cultura. Essa concentração faz com que o público da periferia não tenha acesso a esses espaços. O grande desafio para a gestão pública não é somente democratizar esses espaços culturais, mas conhecer e aceitar a diversidade de padrões de cultura. Trata-se realmente de buscar contemplar os diversos públicos que existem.
Posteriormente, analisamos as políticas públicas especificamente no caso dos museus, utilizando basicamente a Política Nacional de Museus. A análise será apresentada mais adiante.
Depois trabalhamos o texto “Públicos da Cultura e as Artes do Espetáculo”, de Gisele Nussbaumer. Ex-professora da disciplina “Oficina de Análise de Públicos e Mercados”, Gisele apresenta no seu texto os resultados das pesquisas de público de teatros
O "Público Não Existe, Cria-se." Novos Media, Novos Públicos?, J. M. Paquete de Oliveira fala da busca por públicos e diz que se há procura, deve haver demanda. É ressaltada a importância do marketing, as influências dos medias e a crítica cultural. Para o autor, os públicos são criados graças aos estudos e pesquisas feitas para saber que tipo de público deve ser "criado", o que não impede que os públicos se criem também. Esse texto fundamentou algumas das proposições do grupo para a solução dos problemas encontrados nos museus.
Depois da leitura desses textos mais amplos, partimos para o estudo do universo que nos interessava: os museus. Em “Representações sobre os Museus de Salvador”: Archimedes Ribas Amazonas apresenta um estudo junto ao público universitário dividido em três partes: Na primeira, ele relata a origem e a trajetória dos museus. A sua viagem histórica vai desde a Grécia, passando pela Revolução Francesa, marco em que a instituição museu adquire o sentido atual e chega a atualidade. A segunda parte do artigo mostra os museus frente aos novos desafios que são: as novas formas de expressões artísticas e as novas tecnologias. Já na terceira parte, trata de como o financiamento e a sustentabilidade dos museus são um problema antigo e que permanece atual, pois os museus são, em sua maioria, vinculados a órgão públicos ou instituições privadas. "
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