sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Breve comentários sobre os Textos discutidos em sala

A disciplina Oficina de Análise de Públicos e Mercados tem como objetivo o estudo de públicos e mercados culturais através de procedimentos de pesquisas e de sondagens de mercados. Como metodologia, são utilizados seminários e discussões de textos acadêmicos, pesquisas em campo e análise orientada de dados.
O primeiro texto discutido em sala, Políticas Culturais entre o possível e o impossível, Rubim faz uma análise sócio-cultural sobre o das políticas culturais para que elas se transformem agentes de ordem para as estruturas culturais, levando em consideração as suas abrangências e os impáctos que elas podem levar a sociedade, se bem estabelecidas.
Em O Papel da Cultura em Cidades Pouco Sustentáveis, Cancline coloca a arte, os espetáculos, assim como os mídias como grandes contribuidores para o desenvolvimento e a sustentabilidade das cidades. O autor avalia os impactos da informalidade e como a mídia oferece o “suposto” para todos. Através das propagandas, a mídia monumenta as cidades latinas havendo a necessidade de que movimentos sociais reordenem as cidades devido ao predomínio das periferias, crescimento desordenado do comércio e da criminalidade.
Já Isaura Botelho, discute no seu artigo “Dimensões da Cultura e Políticas Públicas”, a necessidade de se ter clareza na elaboração de uma política pública, pois a cultura institucional é uma e a do cotidiano é outra. Para ela há a necessidade de se obter recursos econômicos com um rearranjo social. Botelho critica como as políticas culturais não conseguem atingir o cotidiano por falta de interesse governamental. O governo por sua vez, faz dos incentivos fiscais a “solução” para o problema, embora não seja a única possibilidade. Outro ponto pertinente abordado no texto são as desigualdades no acesso a cultura tradicional e a democratização da cultura em geral.
O Texto de Gisele Marchiori Nussbaumer, Públicos da Cultura e as Artes do Espetáculo, é um estudo sobre os teatro desde a Grécia antiga até os dias atuais. A autora faz uma análise sobre os públicos do teatro a partir da definição do próprio termo público levando em consideração como o espectador passa a ser tido como consumidor e pensado como objeto cultural.
O “Público Não Existe, Cria-se.” Novos Media, Novos Públicos?, J. M. Paquete de Oliveira fala da busca por públicos e como se há procura, deve haver demanda. O texto coloca também a importância do marketing, as influências dos medias e a crítica cultural. Para Paquete de Oliveira, os públicos são criados graças aos estudos e pesquisas feitas para saber que tipo de público deve ser “criado”. O que não impede que os públicos se criem também.
Em Equipamentos Culturais de Salvador: Públicos, Políticas e Mercados, novamente Nassbaumer, é feito um estudo e mapeamento sobre os equipamentos culturais da cidade de Salvador tendo como foco principal os seus públicos, os segmentos mercadológicos em que estão inseridos e as políticas culturais adotadas para a cidade.
O texto Archimedes Ribas Amazonas, Representações sobre os Museus de Salvador: Um estudo junto ao público universitário, foi dividido em três partes: Na primeira, ele faz um relato histórico da origem e a trajetória dos museus. A sua viagem histórica vai desde a Grécia, passando pela Revolução Francesa, marco em que a instituição museu adquire o sentido atual e chega a atualidade. A segunda parte do artigo mostra os museus frente aos novos desafios que são: as novas formas de expressões artísticas e as novas tecnologias, já na terceira parte, Ribas coloca como o financiamento e a sustentabilidade dos museus são um problema antigo e que permanece atual, pois os museus são em sua grande maioria, vinculados a órgão públicos ou instituições privadas.
E por fim, o texto Equipamentos Culturais na cidade de São Paulo: Um desafio para a gestão pública... (será postado por Tamires)...

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