Como já foi dito em outro momento, entre 14 e 19 de outubro a equipe formada pelos colaboradores: Elenira, Kétsia, Marta, Renata, Rita e Tamires realizaram a pesquisa de perfil de público no MAM- Ba. O resultado que obtemos, vocês podem acompanhar abaixo.
O público do MAM é formado majoritariamente por jovens; sendo que, 48% dos entrevistados possuem entre 19 a 28 anos e os adultos são em 35% com de 29 a 40 anos. No que se refere a profissão, a maior parte dos freqüentadores é de estudantes com o total de 45%; profissionais de artes (produtores, designers, coreógrafos, artistas plásticos, cineastas)-(15%) profissionais da educação (11%), da área da saúde (7%), e de profissionais de Comunicação(6%). Uma parcela de público que é inexistente ao MAM, é formada pelas pessoas com idade superior a 60 anos.
Ficou evidente também que o percentual de mulheres que visitam o Mam é superior ao percentual masculino. Se dos 117 questionários aplicados, 65 foram respondidos pelo sexo feminino, 52 dos questionários correspondem ao público masculino. Assim, 44% são masculinos e 56% femininos, como ficou constata.
A análise do perfil de público do MAM, também evidenciou que o estado civil dos entrevistados, mostrou que a maior parte dos questionários é de solteiros com 47% , seguidos de namorando com 27% e posteriormente, casados com 26%.
Em Salvador, cidade com mais de 70% da população de negros/afro-descendentes segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, como maior índice de visitantes do Museu de Arte Moderna da Bahia foram às pessoas declaradas brancas e pardas com 31% do percentual para cada uma das respostas. Os negros apareceram em 25%, seguidos dos questionários identificados pela “cor” multiétnico. Poucos questionários declararam não saber a sua cor, um total 5% . Correspondendo as expectativas geográficas e históricas, apenas 3% dos questionários foram respondidos por indígenas.
Correspondendo as expectativas, quando investigado o percentual dos níveis de escolaridade do público do MAM, observou-se que superior completo corresponde ao grau de escolaridade que mais frequenta, são 25%. O que não quer dizer que a escolaridade sozinha não interfere na formação do público de um museu, pois os questionários respondidos por pessoas que possuem a pós-graduação em andamento ou completa correspondem a 3% e 13%, respectivamente. Bem como, ensino fundamental em andamento e pós-graduação em andamento apresentam a mesma porcentagem em questionários, 3% (Anexo 5). Interessante que o superior seja completo, incompleto ou em andamento, juntos possuem o maior percentual dos questionários aplicados durante a pesquisa.
As pessoas que freqüentam o MAM, em sua maioria, 69% freqüentam outros museus. Por ser formado também por pessoa de outros estados e também de outros países, o MAM possui um público que visita museus de outros estados e internacionais como o Louvre e os diversos Museus de Artes Modernas que existem no Brasil. No entanto, os museus que possuem o público em comum com o MAM e que apareceram nos questionários em maior quantidade foram o Carlos Costa Pinto e o Palacete das Artes. Que dividem, respectivamente, 14,5% e 9,3% do seu público.
O público que frequenta o museu em questão possui assiduidade nas visitas que realiza ao MAM, bem como visita outros museus. No entanto, as visitas ao museu pesquisado, na maioria são de 1 a 3 vezes (36%), seguido dos “possíveis” novos freqüentadores, os que visitaram pela primeira vez que somam 33%dos entrevistados.
Das atividades culturais que o público do MAM pratica, a mais respondida foi pintar com 26%, sendo que 29% praticavam atividades não expostas no questionário de pesquisa como interpretações teatrais, recitar poemas, leitura, modelagem de móveis.
O público que frequenta o MAM também é fiel às telas, já que quando questionado sobre os lugares que vai com mais frequência respondeu em grande maioria cinema, com 46% da preferência. O que contrasta com a opção museus que teve a menor opção com 11% do total.
Para este público não há incentivadores para se praticar atividades culturais; em contrapartida, a TV que é o meio de comunicação de massa com maior alcance para as diferentes classes obteve a menor expressividade com apenas 0,8% das respostas.
A exposição e o acervo são os maiores incentivadores para o público do museu. São 74% dos questionários respondidos que possuem essa atenção voltada para o acervo / exposição.
Embora a maioria dos questionários respondidos, indique que o melhor dia para se ir ao museu seja no domingo, a pesquisa contou com maiores questionários preenchidos na quinta-feira, com 30 questionários. O que se pode levar a considerar que a falta de tempo, em virtude do trabalho e dos estudos levam ao público manterem certa distância dos museus nos dias de semana, preferindo o final de semana.
O horário de funcionamento que a maioria prefere corresponde ao horário de funcionamento da maioria dos museus. Assim, não se pode aferir que a demanda de público no MAM é pouca devido ao seu horário de funcionamento, bem como o preço do ingresso, visto que o museu é aberto a visitação pública..
Não se pode dizer que o público do Mam não é fiel devido às exposições, visto que a maioria prefere pinturas e fotografias. No entanto, o artista e o tema interferem diretamente na hora da escolha para fazer uma escolha em visitar determinada exposição. Visto que foram os mais respondidos pelos questionados.
O MAM é considerado pelo seu público um museu com boa programação e estrutura, bem como sua localização também. No entanto, a maioria das pessoas que freqüentam o espaço vão de carro, pois não há ponto de ônibus próximo ao museu.
A programação do museu de Arte Moderna da Bahia é mais veiculada pelo boca-a-boca, segundo entrevistados, seguida pelo site do Museu que sofre poucas atualizações.
Uma das deficiências do MAM é a manutenção do seu público sem que estes cheguem ao museu sem interesses que não sejam as exposições e acervos, visto que 60% dos entrevistados vão ao museu para fazer uso de outras atividades como: cinema, oficinas, mini-cursos, palestras, café, loja e a maioria (26%) que aderiu a “febre” do JAZZ.
No entanto, quando se questionou qual a função do museu, a preservação da memória prevaleceu sobre as outras alternativas com 55,5% dos questionários, embora as demais opções não tenha tido tantas disparidades umas em relação as outras.
O MAM agradou a 89% dos entrevistados, 9% não soube responder e apenas um questionário foi o índice de reprovação.
sábado, 6 de dezembro de 2008
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Um comentário:
Jéssica, vc fez um comentário no meu blog, http://esquisitadri.blogspot.com/pedindo meu email para uma pesquisa, mas não deixou nenhum lugar para enviar...
Adriana
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