sábado, 6 de dezembro de 2008
Resultados Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM
O público do MAM é formado majoritariamente por jovens; sendo que, 48% dos entrevistados possuem entre 19 a 28 anos e os adultos são em 35% com de 29 a 40 anos. No que se refere a profissão, a maior parte dos freqüentadores é de estudantes com o total de 45%; profissionais de artes (produtores, designers, coreógrafos, artistas plásticos, cineastas)-(15%) profissionais da educação (11%), da área da saúde (7%), e de profissionais de Comunicação(6%). Uma parcela de público que é inexistente ao MAM, é formada pelas pessoas com idade superior a 60 anos.
Ficou evidente também que o percentual de mulheres que visitam o Mam é superior ao percentual masculino. Se dos 117 questionários aplicados, 65 foram respondidos pelo sexo feminino, 52 dos questionários correspondem ao público masculino. Assim, 44% são masculinos e 56% femininos, como ficou constata.
A análise do perfil de público do MAM, também evidenciou que o estado civil dos entrevistados, mostrou que a maior parte dos questionários é de solteiros com 47% , seguidos de namorando com 27% e posteriormente, casados com 26%.
Em Salvador, cidade com mais de 70% da população de negros/afro-descendentes segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, como maior índice de visitantes do Museu de Arte Moderna da Bahia foram às pessoas declaradas brancas e pardas com 31% do percentual para cada uma das respostas. Os negros apareceram em 25%, seguidos dos questionários identificados pela “cor” multiétnico. Poucos questionários declararam não saber a sua cor, um total 5% . Correspondendo as expectativas geográficas e históricas, apenas 3% dos questionários foram respondidos por indígenas.
Correspondendo as expectativas, quando investigado o percentual dos níveis de escolaridade do público do MAM, observou-se que superior completo corresponde ao grau de escolaridade que mais frequenta, são 25%. O que não quer dizer que a escolaridade sozinha não interfere na formação do público de um museu, pois os questionários respondidos por pessoas que possuem a pós-graduação em andamento ou completa correspondem a 3% e 13%, respectivamente. Bem como, ensino fundamental em andamento e pós-graduação em andamento apresentam a mesma porcentagem em questionários, 3% (Anexo 5). Interessante que o superior seja completo, incompleto ou em andamento, juntos possuem o maior percentual dos questionários aplicados durante a pesquisa.
As pessoas que freqüentam o MAM, em sua maioria, 69% freqüentam outros museus. Por ser formado também por pessoa de outros estados e também de outros países, o MAM possui um público que visita museus de outros estados e internacionais como o Louvre e os diversos Museus de Artes Modernas que existem no Brasil. No entanto, os museus que possuem o público em comum com o MAM e que apareceram nos questionários em maior quantidade foram o Carlos Costa Pinto e o Palacete das Artes. Que dividem, respectivamente, 14,5% e 9,3% do seu público.
O público que frequenta o museu em questão possui assiduidade nas visitas que realiza ao MAM, bem como visita outros museus. No entanto, as visitas ao museu pesquisado, na maioria são de 1 a 3 vezes (36%), seguido dos “possíveis” novos freqüentadores, os que visitaram pela primeira vez que somam 33%dos entrevistados.
Das atividades culturais que o público do MAM pratica, a mais respondida foi pintar com 26%, sendo que 29% praticavam atividades não expostas no questionário de pesquisa como interpretações teatrais, recitar poemas, leitura, modelagem de móveis.
O público que frequenta o MAM também é fiel às telas, já que quando questionado sobre os lugares que vai com mais frequência respondeu em grande maioria cinema, com 46% da preferência. O que contrasta com a opção museus que teve a menor opção com 11% do total.
Para este público não há incentivadores para se praticar atividades culturais; em contrapartida, a TV que é o meio de comunicação de massa com maior alcance para as diferentes classes obteve a menor expressividade com apenas 0,8% das respostas.
A exposição e o acervo são os maiores incentivadores para o público do museu. São 74% dos questionários respondidos que possuem essa atenção voltada para o acervo / exposição.
Embora a maioria dos questionários respondidos, indique que o melhor dia para se ir ao museu seja no domingo, a pesquisa contou com maiores questionários preenchidos na quinta-feira, com 30 questionários. O que se pode levar a considerar que a falta de tempo, em virtude do trabalho e dos estudos levam ao público manterem certa distância dos museus nos dias de semana, preferindo o final de semana.
O horário de funcionamento que a maioria prefere corresponde ao horário de funcionamento da maioria dos museus. Assim, não se pode aferir que a demanda de público no MAM é pouca devido ao seu horário de funcionamento, bem como o preço do ingresso, visto que o museu é aberto a visitação pública..
Não se pode dizer que o público do Mam não é fiel devido às exposições, visto que a maioria prefere pinturas e fotografias. No entanto, o artista e o tema interferem diretamente na hora da escolha para fazer uma escolha em visitar determinada exposição. Visto que foram os mais respondidos pelos questionados.
O MAM é considerado pelo seu público um museu com boa programação e estrutura, bem como sua localização também. No entanto, a maioria das pessoas que freqüentam o espaço vão de carro, pois não há ponto de ônibus próximo ao museu.
A programação do museu de Arte Moderna da Bahia é mais veiculada pelo boca-a-boca, segundo entrevistados, seguida pelo site do Museu que sofre poucas atualizações.
Uma das deficiências do MAM é a manutenção do seu público sem que estes cheguem ao museu sem interesses que não sejam as exposições e acervos, visto que 60% dos entrevistados vão ao museu para fazer uso de outras atividades como: cinema, oficinas, mini-cursos, palestras, café, loja e a maioria (26%) que aderiu a “febre” do JAZZ.
No entanto, quando se questionou qual a função do museu, a preservação da memória prevaleceu sobre as outras alternativas com 55,5% dos questionários, embora as demais opções não tenha tido tantas disparidades umas em relação as outras.
O MAM agradou a 89% dos entrevistados, 9% não soube responder e apenas um questionário foi o índice de reprovação.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Resultados Museu Carlos Costa Pinto
http://rapidshare.com/files/170677115/Artigo.pdf.html
O Museu se configurou para nós um lugar admirável. Nele podemos concluir que encontramos um público fiel, predominantemente de pessoas acima dos seus 40 anos, sobretudo senhoras. Acreditamos que o investimento na diversificação do público será chave para uma melhora no mesmo.
Agradecemos pela visita e desejamos boa leitura.
Resultado da Pesquisa - Palacete das Artes
Link para download do artigo
Link para os gráficos brutos (anexo)
Introdução do Artigo
"A “Oficina de Análise de Públicos e Mercados”, disciplina do quarto semestre do Curso de Produção em Comunicação e Cultura da Faculdade de Comunicação – UFBA, tem como objetivo o estudo de públicos e mercados culturais através de procedimentos de pesquisas e de sondagens de mercados. Há, inicialmente, a escolha do espaço que se pretende analisar e o estudo de textos que dão o embasamento teórico A partir daí, são elaborados questionários de pesquisa de público, para que sejam realizadas pesquisas
A turma do semestre 2008.2 desse curso se comprometeu a analisar o público dos museus. Para que essa análise pudesse ser feita, foram utilizados em sala textos mais amplos, que abordaram políticas públicas, o papel da cultura e públicos de outros espaços culturais. Destes, valem ressaltar os que mais contribuíram nessa pesquisa.
O texto “Políticas Culturais: entre o possível e o impossível”, de Albino Rubim, foi utilizado porque faz uma análise sócio-cultural sobre o papel das políticas culturais para que elas se transformem agentes de ordem para as estruturas culturais, levando em consideração as suas abrangências e os impactos que elas, se bem estabelecidas, podem levar a sociedade. Com base no artigo "Dimensões da Cultura e Políticas Públicas", de Isaura Botelho, discutimos a necessidade de se ter clareza na elaboração de uma política pública, pois a cultura institucional é uma e a do cotidiano é outra. Isaura coloca a falta de interesse governamental como responsável pela não-inserção das políticas culturais no cotidiano. Ela afirma que o governo faz da política de incentivos fiscais a única solução para o problema. Isaura aborda ainda as desigualdades no acesso a cultura tradicional e a democratização da cultura em geral.
O texto “Os equipamentos culturais na cidade de São Paulo: um desafio para a gestão pública”, também de Isaura Botelho, apresenta estudos dos equipamentos culturais da cidade de São Paulo mostrando como estes se distribuem e quais seus públicos. Apresenta também proposições que justifiquem a ausência de parte da sociedade. Isaura Botelho acredita que os equipamentos culturais não acompanham o crescimento da cidade, pois praticamente todos eles encontram-se na região central, deixando as regiões periféricas sem opções para lazer e cultura. Essa concentração faz com que o público da periferia não tenha acesso a esses espaços. O grande desafio para a gestão pública não é somente democratizar esses espaços culturais, mas conhecer e aceitar a diversidade de padrões de cultura. Trata-se realmente de buscar contemplar os diversos públicos que existem.
Posteriormente, analisamos as políticas públicas especificamente no caso dos museus, utilizando basicamente a Política Nacional de Museus. A análise será apresentada mais adiante.
Depois trabalhamos o texto “Públicos da Cultura e as Artes do Espetáculo”, de Gisele Nussbaumer. Ex-professora da disciplina “Oficina de Análise de Públicos e Mercados”, Gisele apresenta no seu texto os resultados das pesquisas de público de teatros
O "Público Não Existe, Cria-se." Novos Media, Novos Públicos?, J. M. Paquete de Oliveira fala da busca por públicos e diz que se há procura, deve haver demanda. É ressaltada a importância do marketing, as influências dos medias e a crítica cultural. Para o autor, os públicos são criados graças aos estudos e pesquisas feitas para saber que tipo de público deve ser "criado", o que não impede que os públicos se criem também. Esse texto fundamentou algumas das proposições do grupo para a solução dos problemas encontrados nos museus.
Depois da leitura desses textos mais amplos, partimos para o estudo do universo que nos interessava: os museus. Em “Representações sobre os Museus de Salvador”: Archimedes Ribas Amazonas apresenta um estudo junto ao público universitário dividido em três partes: Na primeira, ele relata a origem e a trajetória dos museus. A sua viagem histórica vai desde a Grécia, passando pela Revolução Francesa, marco em que a instituição museu adquire o sentido atual e chega a atualidade. A segunda parte do artigo mostra os museus frente aos novos desafios que são: as novas formas de expressões artísticas e as novas tecnologias. Já na terceira parte, trata de como o financiamento e a sustentabilidade dos museus são um problema antigo e que permanece atual, pois os museus são, em sua maioria, vinculados a órgão públicos ou instituições privadas. "
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Aplicação dos questionários. 18.10.08 (museu geológico)
Término das aplicações: 16:00h
Quem compareceu : Mariza.
Nº de questionários: 05.
Observações: apareceu uma excursão de um curso técnico com pessoas de Catú e Pojuca que pouco sabiam falar sobre os equipamentos de Salvador. Foram aplicados 4 questionários com o grupo. Fora a excursão, o fluxo de visitantes da capital foi baixo.
O motivo da saída uma hora mais cedo de fechar o museu foi o término de questionários.
Aplicação dos questionários. 16.10.08 (Museu Geológico)
Término das aplicações: 17:30h
Quem compareceu : Mariza, Luana, Lisiane e Jéssica.
Nº de questionários: 10.
Observações: o fluxo de visitas foi normal, como nos outros dias da semana. Apareceram alguns turistas no dia, mas que estavam aqui há poucos dias e não falavam português, então a equipe achou conveniente não aplicar.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Aplicação de Questionários no Museu Carlos Costa Pinto. 23.10.08
No dia 23 de outubro, uma quinta-feira, foram aplicados 12 formulários por João Gabriel, Pedro Dell’Orto, Rafael Grilo e Aurélio da Cunha, das 14h30 às 19h00.
Devido a sessão de cinema, sempre às quintas, houve um fluxo maior de pessoas no Café, em sua maioria da terceira idade. Algumas delas já haviam respondido o questionário na semana passada, portanto, restaram poucas pessoas para o fazer neste dia.
Aplicação de Questionários no Museu Carlos Costa Pinto. 22.10.08
Aplicação de Questionários no Museu Carlos Costa Pinto. 20.10.08
Neste dia, ao invés de abrir às 14h30, devido à necessidade de repor um painel que corria risco de cair na entrado, o Costa Pinto só abriu às 15h30.
Como nos outros dias, os visitantes se concentraram mais no Café. Todos eles enfatizam a tranqüilidade do ambiente, além de tecer muitos elogios quanto a conservação do lugar e as qualidades gerais do museu.
Aplicação de Questionários no Museu Carlos Costa Pinto. 17.10.08
Nos resultados finais, poderemos evidenciar que uma boa parte dos visitantes vem de outros estados e até mesmo de outros paises, como Argentina.
Neste dia, o segurança do museu nos informou que por conta do não repasse de verbas da Secretaria de Cultura do Estado, o Museu passaria a não abrir nos sábados durante o mês de outubro, a fim de cortar despesas.
Aplicação de Questionários no Museu Carlos Costa Pinto. 16.10.08
Todas as quintas, às 15h30, é exibido um filme no auditório. Há, portanto, um número maior de visitas. Porém, a maioria das pessoas se concentra no Café, para esperar a hora da sessão. Boa parte delas já conhece o acervo do museu e vão ao local apenas para ver um filme e usufruir o ambiente do Café. Foi neste lugar que aplicamos a maior parte dos questionários.
Primeira Aplicação de Questionários no Museu Carlos Costa Pinto. 15.10.08
Visitar o Museu Carlos Costa Pinto é participar de um resgate histórico. A esposa do importante comerciante, Sra Margarida Costa Pinto, foi uma das grandes responsáveis pela transformação da casa num espaço de visitação.
A equipe composta por Aurélio da Cunha, João Gabriel, Natália Valente, Pedro Dell’Orto e Rafael Grilo ficou responsável por traçar o perfil dos visitantes do museu, por meio do questionário formulado nas aulas.
No dia 15 de outubro, uma quarta-feira, iniciamos a pesquisa com a presença de Aurélio, Natália e Rafael.A aplicação dos questionários se estendeu das 14h30 às 19h00, e tivemos 9 deles preenchidos ao final do dia. O horário de pico de visitação se deu às 16h30, momento em que aconteceu uma palestra sobre produção e moda, no auditório.
(Esta e as outras postagens a seguir são contribuição de todos os membros da equipe responsável pela pesquisa no Carlos Costa Pinto)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
PERFIL DE PÚBLICO DO MAM - 6º Dia
PERFIL DE PÚBLICO DO MAM - 5º Dia
PERFIL DE PÚBLICO DO MAM - 4º Dia
PERFIL DE PÚBLICO DO MAM - 3º Dia
PERFIL DE PÚBLICO DO MAM - 2º Dia
PERFIL DE PÚBLICO DO MAM
14.10- Terça-feira: Alguns turistas nacionais e internacionais, uma exercusão de 40 alunos do 1° ano do ensino médio do CEFET - Valença e o público das oficinas artísticas, foi esse o perfil da maioria da pessoas que frequentaram o MAM no primeiro dia de aplicação do questionário de pesquisa. Começamos nossas atividades às 13h40, quando conseguimos aplicar o primeiro formulário, em um médico de Belo Horizonte que havia chegado ao MAM por conta da fama do restaurante que funcionava por lá, frustou-se, pois no momento ele está fechado. Então, o turista aproveitou para conhecer as instalações e as exposições e responder nosso questionário. Pouquíssimas pessoas das oficinas colaboraram com nosso trabalho, por recusa ou pelo fato de estar atrasadas para as aulas no momento da abordagem. Salvo essas pessoas, entrevistamos visitantes locais, poucos frequentadores assíduos e dois estudantes do CEFET, neste caso para compor a amostra com esse perfil de público ( aqui consideramos a idade mínima exigida, 13 anos). Por questões obviamente idiomáticas não abordamos turistas estrangeiros. Saímos do MAM às 17h47 com 15 questionários respondidos.
Semana de Pesquisa de Campo no MAM - Museu de Arte Moderna da Bahia
Os primeiros dias de pesquisas foram marcados pela presença predominante de turistas brasileiros e estrangeiros, que em sua maioria estavam visitando o museu pela primeira vez, além de excursões escolares de alunos de nível fundamental e do primeiro ano do nível médio de cidades do interior, que compareceram ao museu para a sua primeira aula de artes em campo, sobre barroco.
A equipe se informou sobre visitas que já estavam agendadas para terça-feira que por motivos de força maior não ocorreram, inclusive um grupo de estudantes de turismo da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Contávamos com a presença dessas pessoas, acreditando que os dados colhidos com elas pudessem enriquecer nosso trabalho, devido ao nível cultural diferenciado de estudantes universitários (até para perceber se esse nível é realmente diferenciado).
Para surpresa da equipe, o ponto alto das visitações ao Museu não foi no fim-de-semana, mas na quinta-feira. No fim-de-semana, o local costuma ser visitado por sua estrutura (instalações, pôr-do-sol) e outras atividades como o Jazz, e os visitantes se mostraram menos receptivos a responder questionários. Mesmo assim, insistimos e conseguimos um número considerável de questionários.
Em princípio, parece que a maioria das visitas durante a semana é de pessoas ligadas a área artística ou correlacionadas, e turistas e estudantes dos cursos de artes que as oficinas do MAM oferece, e o público da Sala de Arte. Muitos moradores das adjacências (Gamboa, Comércio, Dois de Julho, Aflitos) usam do espaço do museu via de atalho, com toda naturalidade, parecendo não se importar com as atividades do local, o que nos leva a crer que não existe nenhuma atividade consistente que promova a integração do MAM com a população local; exceto o Pinte no MAM aos domingos para crianças e o fato de muitos funcionários morarem nesses locais vizinhos, o que nós vemos mais como uma conveniência para a administração do museu, não como uma ação afirmativa propriamente dita. Muitas pessoas visitam o local ao acaso, por acharem bonito e por curiosidade, até pelo passado histórico das instalações.
domingo, 19 de outubro de 2008
PERFIL DO PÚBLICO DO MAM
No mais, foi isso o que aconteceu no dia.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Aplicação de Questionários - Palacete das Artes - 10.10.08
Por causa da programação da semana das crianças, a maior parte das pessoas presentes eram menores de 13 anos, o que impossibilitou a aplicação do questionário com as mesmas. Ainda assim, entre o horário das 15:30 às 16:30, tivemos uma boa participação de moradores da vizinhança do museu.
Aplicamos vinte e um formulários nesse dia. Nossa pesquisa iniciou-se às 13h e teve fim às 18h com a presença de Flora Cássia Alves, Ian Castro e João Cappello.
SEMANA DO MAM - 14 A 19 DE OUTUBRO

quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Aplicação de Questionários - Palacete das Artes 09.10.08
O horário de maior visitação foi das 15 às 16:30h, porém a maioria do público era formado pelas crianças da escola que estavam assistindo a peça. Estas não puderam responder o questionário, pois eram todas menores de 13 anos (idade mínima para poder participar da pesquisa). Nesse horário também concentrou-se a visitação do museu por pessoas que foram apenas buscar seus trabalhos (resultados de uma oficina que havia acontecido no museu anteriormente) ou visitar a exposição de Jenner Augusto no prédio anexo.
Aplicamos treze formulários nesse dia. Nossa pesquisa iniciou-se às 13h e teve fim às 18h com a presença de João Cappello, Mariana Nascimento e Tayane Bragança.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Questionário utilizado na pesquisa
Clique aqui para ter acesso ao questionário (em breve)
Texto postado por Jéssica Passos
Aplicação de Questionários - Palacete das Artes - 08.10.08
Apesar da concentração de público devido ao evento que ocorreu no Palacete, a maioria do seu público era composto por crianças com idade abaixo de 13 anos, o que impossibilitou um maior número de questionários aplicados. O grupo composto por Alessandra Assis, Flora Cássia Alves e Mariana Coelho esteve presente no museu das 13h às 18h, aplicando um total de 19 questionários nesse período.
Aplicação de Questionários - Palacete das Artes - 07.10.08
No dia 07.10 (terça-feira), primeiro dia da pesquisa, além da exposição de Jenner Augusto, acontecia no museu o curso de História da Arte no Palacete (todas as terças-feiras, uma turma às 14h30 e uma às 16h30), concentrando maior movimento por conta dessa atividade.
Os funcionários do museu se mostraram muito receptivos aos membros do grupo, bem como o público pesquisado. Nenhum dos visitantes se recusou a responder o questionário.
O grupo composto por Tayane Bragança, Ian Castro e Alessandra Assis esteve presente no museu das 13h às 18h, aplicando um total de 21 questionários nesse período.
sábado, 11 de outubro de 2008
Texto: Os equipamentos culturais na cidade de São Paulo: um desafio para a gestão pública (Isaura Botelho)
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Breve comentários sobre os Textos discutidos em sala
O primeiro texto discutido em sala, Políticas Culturais entre o possível e o impossível, Rubim faz uma análise sócio-cultural sobre o das políticas culturais para que elas se transformem agentes de ordem para as estruturas culturais, levando em consideração as suas abrangências e os impáctos que elas podem levar a sociedade, se bem estabelecidas.
Em O Papel da Cultura em Cidades Pouco Sustentáveis, Cancline coloca a arte, os espetáculos, assim como os mídias como grandes contribuidores para o desenvolvimento e a sustentabilidade das cidades. O autor avalia os impactos da informalidade e como a mídia oferece o “suposto” para todos. Através das propagandas, a mídia monumenta as cidades latinas havendo a necessidade de que movimentos sociais reordenem as cidades devido ao predomínio das periferias, crescimento desordenado do comércio e da criminalidade.
Já Isaura Botelho, discute no seu artigo “Dimensões da Cultura e Políticas Públicas”, a necessidade de se ter clareza na elaboração de uma política pública, pois a cultura institucional é uma e a do cotidiano é outra. Para ela há a necessidade de se obter recursos econômicos com um rearranjo social. Botelho critica como as políticas culturais não conseguem atingir o cotidiano por falta de interesse governamental. O governo por sua vez, faz dos incentivos fiscais a “solução” para o problema, embora não seja a única possibilidade. Outro ponto pertinente abordado no texto são as desigualdades no acesso a cultura tradicional e a democratização da cultura em geral.
O Texto de Gisele Marchiori Nussbaumer, Públicos da Cultura e as Artes do Espetáculo, é um estudo sobre os teatro desde a Grécia antiga até os dias atuais. A autora faz uma análise sobre os públicos do teatro a partir da definição do próprio termo público levando em consideração como o espectador passa a ser tido como consumidor e pensado como objeto cultural.
O “Público Não Existe, Cria-se.” Novos Media, Novos Públicos?, J. M. Paquete de Oliveira fala da busca por públicos e como se há procura, deve haver demanda. O texto coloca também a importância do marketing, as influências dos medias e a crítica cultural. Para Paquete de Oliveira, os públicos são criados graças aos estudos e pesquisas feitas para saber que tipo de público deve ser “criado”. O que não impede que os públicos se criem também.
Em Equipamentos Culturais de Salvador: Públicos, Políticas e Mercados, novamente Nassbaumer, é feito um estudo e mapeamento sobre os equipamentos culturais da cidade de Salvador tendo como foco principal os seus públicos, os segmentos mercadológicos em que estão inseridos e as políticas culturais adotadas para a cidade.
O texto Archimedes Ribas Amazonas, Representações sobre os Museus de Salvador: Um estudo junto ao público universitário, foi dividido em três partes: Na primeira, ele faz um relato histórico da origem e a trajetória dos museus. A sua viagem histórica vai desde a Grécia, passando pela Revolução Francesa, marco em que a instituição museu adquire o sentido atual e chega a atualidade. A segunda parte do artigo mostra os museus frente aos novos desafios que são: as novas formas de expressões artísticas e as novas tecnologias, já na terceira parte, Ribas coloca como o financiamento e a sustentabilidade dos museus são um problema antigo e que permanece atual, pois os museus são em sua grande maioria, vinculados a órgão públicos ou instituições privadas.
E por fim, o texto Equipamentos Culturais na cidade de São Paulo: Um desafio para a gestão pública... (será postado por Tamires)...
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Pesquisa piloto
A pesquisa piloto foi realizada no MAM, pela tarde, no dia 30 de setembro de 2008.
A turma chegou ao museu por volta das 13:00h e saiu por volta das 16:30h. Alguns alunos chegaram mais tarde e compensaram o atraso ficando até as 18:00h. Assim, a pesquisa foi aplicada das 13:00 às 18:00h.
A maior parte dos entrevistados não eram visitantes do acervo e sim alunos de uma oficina que estava sendo realizada no local. Na saída da oficina, o fluxo de pessoas foi maior e não era possível entrevistar, de forma rápida e eficaz, todos os casais que passavam. Ou se optava por um deles ou o parceiro tinha que esperar o primeiro ser entrevistado para depois responder ao questionário. Assim, vale ressaltar que é importante ter um entrevistador por pessoa.
O público, em geral, era composto por jovens entre 15 e 25 anos.
Foram aplicados um total de 36 questionários.
A partir dessa aplicação experimental foram feitas algumas modificações no questionário para uma melhor adequação com o público. Entre elas, temos: as opções "outra" e "NR" na questão 2; a especificação de valores na 4; a opção "práticas artísticas" na 5; a opção "fotografia" na 6; o corte da questão 24 do antigo e acréscimo de 2 questões "Você freqüenta outros museus? " e "O que falta neste museu? ".
domingo, 5 de outubro de 2008
Apresentando a turma e a pesquisa
Esse blog foi criado para funcionar como uma espécie de diário de bordo, onde contaremos passo a passo como tem funcionado a nossa pesquisa... mas, antes de começar, temos que contar QUEM SOMOS NÓS e QUAL É A NOSSA PESQUISA!
Pois bem... somos a turma do 4º semestre do curso de Comunicação Social - Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da UFBA, mais especificamente da disciplina de Oficina de Análise de Públicos e Mercados Culturais. O principal objetivo da matéria é traçar o perfil dos equipamentos e consumidores de cultura em Salvador, através da aplicação de questionários nos espaços culturais escolhidos. O objetivo da disciplina durante esse semestre é construir o perfil do público de museus em Salvador.
Para isso, trabalhamos inicialmente com pesquisas teóricas, lendo textos relacionados a políticas culturais, à área museológica, a Política Nacional de Museus, aos balanços dessa política, textos sobre equipamentos culturais de Salvador.
Depois dessa fase, trabalhamos na construção do questionário que será aplicado, o qual será apresentado em postagens posteriores.
Essa pesquisa já foi realizada, em outros semestres, em teatros, cinemas e espaços culturais de bairros populares da cidade. Esse semestre trabalharemos, como já foi dito, com museus.
Pretendemos descobrir que tipo de público frequenta os museus, quais os principais interesses, como aproveita o equipamento, que outras atividades culturais frequenta/realiza, entre outros.
Como resultado da pesquisa, elaboraremos artigos, apresentando os dados da pesquisa e possíveis soluções para os problemas detectados.
Divulgaremos passo a passo da pesquisa aqui no blog, para que possamos compartilhar nossos dados e conclusões com os interessados.
Desde já, deixamos o convite para que você, leitor, nos acompanhe nessa trajetória.
Seja bem vindo ao nosso blog!